segunda-feira, 20 de junho de 2011

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS FUNGOS

CARACTERISTICAS GERAIS DOS FUNGOS


1) Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo, como as leveduras, ou multinucleados, como se observa entre os fungos filamentosos ou bolores.
Seu citoplasma contém mitocôndrias, retículo endoplasmático rugoso, complexo de Golgi, lisossomos, vacúolos entre outras organelas.


2) Todos são heterótrofos por absorção, isto é, sua digestão é extracelular; suas células produzem enzimas digestivas que são lançadas no ambiente, estas, digerem a matéria orgânica e a célula absorve os nutrientes.


Nutrem-se de matéria orgânica morta - fungos saprofíticos, saprobiontes ou sapróbios.
Entretanto, existem alguns que se alimentam de outros seres vivos parasitando-os ex.: fungos parasitas (patogênicos). Estes fungos provocam doenças em plantas (ferrugens) e em animais (micoses, ex.: pé-de-atleta, candidíase).


3) Apresentam parede celular com reforço de QUITINA (N-acetil glicosamina) além de hexoses e complexos de polissacarídeos e proteínas.

4) Suas células são chamadas hifas e podem ser de dois tipos:

HIFAS SEPTADAS: são hifas com células bem delimitadas por septos (paredes celulares que separam uma célula da outra;

HIFAS CENOCÍTICAS: nesse tipo de fungo o núcleo se divide inúmeras vezes, sem haver divisão do citoplasma ou da célula, formando uma massa de núcleos em uma única célula (célula multinucleada).

5) OS FUNGOS NÃO FORMAM TECIDOS VERDADEIROS, O CONJUNTO DE CÉLULAS (HIFAS) SÃO CHAMADAS DE MICÉLIO.

O MICÉLIO se desenvolve no solo ou no interior da serrapilheira (camada de folhas e galhos que recobre o chão das florestas e bosques), formando uma extensa massa esbranquiçada de hifas entrelaçadas entre si. O micélio então tem função de absorção dos nutrientes, sendo chamado de MICÉLIO VEGETATIVO, necessários a sobrevivência do fungo. A parte do micélio que vemos na superfície do solo é o MICÉLIO REPRODUTIVO que forma o corpo de frutificação (o qual produz os esporos).

6) HABITAT:
Os fungos podem ser encontrados em todos os ambientes: na água, no solo e em plantas e animais; em qualquer lugar que exista matéria orgânica.
Todavia,não conseguem sobreviver em locais secos ou com pouca umidade.

Os métodos tradicionais de preservação de alimentos como secagem, defumação e adição de sal ou açúcar baseiam-se justamente nesta relativa incapacidade de crescimento dos fungos em locais com baixa quantidade de água.

Quanto a temperatura os fungos, assim como a maioria dos organismos, são mesófilos, isto é, desenvolvem-se bem em faixas intermediárias de temperatura (ex.: 20 - 40º C) embora possam tolerar temperaturas positivas próximas ao ponto de congelamento ou até 50º C. Existem, entretanto, fungos que são incapazes de crescer acima de 20º C e também aqueles que necessitam uma temperatura mais elevada para seu desenvolvimento.

7) Formam colônias de dois tipos:
Leveduriformes: são geralmente de consistência gelatinosa ou pastosa e são formados por fungos unicelulares (ex.: Saccharomyces cerevisiae - levedo de cerveja)

Filamentosas: as colônias filamentosas geralmente têm aspecto aveludado ou de algodão. Estes são pluricelulares (ex.: bolores)


8) Os fungos são organismos heterotróficos, em sua maioria, aeróbios obrigatórios. Entretanto, certas leveduras fermentadoras podem ser aeróbias facultativas, e se desenvolvem em ambientes com pouco oxigênio ou mesmo na ausência de oxigênio.

O processo de fermentação alcoólica ocorre em Zygomycetos e Ascomycetos enquanto a fermentação lática ocorre em Citridiomicetos (os fungos mais

REINO FUNGI - BOLORES, MOFOS, ORELHAS DE PAU, LEVEDURAS E COGUMELOS.

REINO FUNGI - BOLORES, MOFOS, ORELHAS DE PAU, LEVEDURAS E COGUMELOS.
Micologia
Ramo da Biologia que tem por objeto de estudo os fungos (bolores, mofos, orelhas de pau, leveduras e cogumelos).

Micologia é uma palavra que vem do grego:
μύκης = Mykes: que significa cogumelo e
λόγος = logos: estudo, discurso.

O nome do reino FUNGI vem diretamente do latim
fungus que significa cogumelo, e foi usado por Horacio e Plinio, o velho, em seus respectivos escritos.

Esta palavra (fungus) no entanto vem de uma palavra que os latinos tomaram emprestado da língua grega:
sphongos = σφογγος que significa esponja.

Essa palavra deriva de uma característica macroscópica do corpo de frutificação desses organismos; ou seja, o micélio (dos cogumelos e bolores) apresenta uma consistência esponjosa (tanto em sua estrutura quanto na forma).



FONTE:http://setimocientista.blogspot.com/2010/05/micologia-ramo-da-biologia-que-tem-por.html

PROTOCTISTAS - UM GRUPO HETEROGÊNEO




PROTOCTISTAS




CARACTERÍSTICAS DOS PROTOCTISTAS

1) TODOS SÃO EUCARIOTOS


2) SÃO ORGANISMOS UNICELULARES, MULTICELULARES E COLONIAIS


3) APRESENTAM ORIGEM POLIFILÉTICA


4) QUANTO A NUTRIÇÃO PODEM SER:

Holozóicos ou heterotróficos

Necessitam obter alimento ja sintetizado por outro organismo. Capturando partículas alimentares (orgânicas) por
fagocitose (ingestão de partículas sólidas) ou pinocitose (ingestão de alimento líquido).


Saprozóicos


Alimentam-se de substâncias inorgânicas já em decomposição




5) DIGESTÃO INTRACELULAR


6) QUANTO A REPRODUÇÃO: ASSEXUADA E SEXUADA


7) DIVISÃO QUANTO A LOCOMOÇÃO


Rizópodes ou Sarcodíneos - Amebas


Ciliophora - Cilados: paramécios


Flagelados ou Mastigóforos - apresentam flagelo Euglena sp.


Esporozoários - Todos são endoparasitas

Reino Protista

Reino Protista

A complexidade da célula eucariótica de um protozoário é tão grande, que ela - sozinha - executa todas as funções que tecidos, órgãos e sistemas realizam em um ser pluricelular complexo. Locomoção, respiração, excreção, controle hídrico, reprodução e relacionamento com o ambiente, tudo é executado por uma única célula, que conta com algumas estruturas capazes de realizar alguns desses papéis específicos, como em um organismo pluricelular.

Segundo a classificação dos seres vivos em cinco reinos (Whittaker – 1969), um deles, o dos Protistas, agrupa organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos e heterótrofos. Neste reino se colocam as algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas (dinoflagelados) e crisófitas (diatomáceas), que são protistas autótrofos (fotossintetizantes). Os protozoários são protistas heterótrofos.



A célula



A célula de um protista é semelhante às células de animais e plantas, mas há particularidades. Os plastos das algas são diferentes dos das plantas quanto à sua organização interna de membranas fotossintéticas.

Ocorrem cílios e flagelos para a locomoção. A célula do protozoário tem uma membrana simples ou reforçada por capas externas protéicas ou, ainda, por carapaças minerais, como certas amebas (tecamebas).

Os radiolários e heliozoários possuem um esqueleto intracelular composto de sílica.


Os foraminíferos são dotados de carapaças externas feitas de carbonato de cálcio. As algas diatomáceas possuem carapaças silicosas.

Os protistas podem ainda ter adaptações de forma e estrutura de acordo com o seu modo de vida: parasita, ou de vida livre.

O citoplasma está diferenciado em duas zonas, uma externa, hialina, o ectoplasma, e outra interna, granular, o endoplasma. Nesta, existem vacúolos digestivos e inclusões.



Origem

Os protozoários constituem um grupo de eucariontes com cerca de 20 mil espécies. É um grupo diversificado, heterogêneo, que evoluiu a partir de algas unicelulares. Em alguns casos essa origem torna-se bem clara, como por exemplo no grupo de flagelados. Há registro fóssil de protozoários com carapaças (foraminíferos), que viveram há mais de 1,5 bilhão de anos, na

Era Proterozóica. Grandes extensões do fundo dos mares apresentam espessas camadas de depósitos de carapaças de certas espécies de radiolários e foraminíferos. São as chamadas vasas.

Ao lado: Microscopia eletrônica da carapaça presente externamente à célula de uma espécie de radiolário.




Habitat

Os protozoários são, na grande maioria, aquáticos, vivendo nos mares, rios, tanques, aquários, poças, lodo e terra úmida. Há espécies mutualísticas e muitas são parasitas de invertebrados e vertebrados. Eles são organismos microscópicos, mas há espécies de 2 a 3 mm. Alguns formam colônias livres ou sésseis.

Fazem parte do plâncton (conjunto de seres que vivem em suspensão na água dos rios, lagos e oceanos, carregados passivamente pelas ondas e correntes). No plâncton distinguem-se dois grupos de organismos:

fitoplâncton: organismos produtores (fotossintetizadores), representados principalmente por dinoflagelados e diatomáceas, constituem a base de sustentação da cadeia alimentar nos mares e lagos . São responsáveis por mais de 90% da fotossíntese no planeta.
zooplâncton: organismos consumidores, isto é, heterótrofos, representados principalmente por protozoários, pequenos crustáceos e larvas de muitos invertebrados e de peixes

sexta-feira, 17 de junho de 2011

DOENÇAS BACTERIANAS Explicação

Bactérias são organismos procariontes, com organização celular bastante simples. Exercem diversas funções ecológicas, como produtores, decompositores; e podem se relacionar com outros organismos, tanto de forma harmônica quanto desarmônica. Neste último caso, podem parasitar a espécie humana. Bactérias exóticas, como os micoplasmas, clamídias e rickéttsias; e outras, como staphylococcus, streptococcus, são alguns organismos responsáveis por esse quadro.

Cerca de metade das doenças humanas são provocadas por bactérias. Essas infecções ocorrem geralmente pela inalação ou ingestão de tais organismos; e suas manifestações são variadas. Pele, sistema respiratório, sistema digestório, dentre outras, são as regiões que podem ser acometidas. A prevenção da maioria dessas doenças pode ser feita por meio da vacinação e adoção de medidas específicas, como lavar as mãos com frequência, e lavar e/ou ferver os alimentos antes de ingeri-los.

Graças à descoberta da capacidade que alguns fungos do Gênero Penicillium possuem de eliminar bactérias, a penicilina tornou-se um eficaz meio de se curar doenças que, outrora, eram mortais; e serviu de ponto de partida para a criação de novos antibióticos.

É importante lembrar que, no entanto, tais remédios, quando mal administrados, podem provocar a seleção de bactérias mais resistentes, possibilitando a piora do quadro da pessoa acometida, e também o surgimento de “superbactérias”. Por esse motivo é que os antibióticos só devem ser utilizados quando são solicitados pelos médicos, nas doses e com a frequência de uso indicada.

Em razão do abuso no uso dessas substâncias, em 26/10/2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, publicou uma resolução estabelecendo critérios para sua prescrição e comercialização. Dentre outras disposições, a resolução obriga a venda de antibióticos somente sob prescrição médica, em receita de duas vias, na qual uma delas fica retida na farmácia.

Considerando todos os aspectos expostos, essa seção tem como objetivo fornecer um bom acervo sobre as doenças bacterianas, auxiliando tanto em pesquisas escolares quanto para orientação do público em geral. Tais informações podem ser bastante significativas no que diz respeito à sua prevenção.
FONTE: http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/doencas-por-bacterias.htm

REINO MONERA: OS SERES PROCARIONTES – BACTÉRIAS E ARQUEAS

REINO MONERA: OS SERES PROCARIONTES – BACTÉRIAS E ARQUEAS

Reino de seres vivos representados por dois sub-reinos, o das Bactérias e o das Arqueas. As Arqueas são seres geralmente encontrados em ambientes extremos (salinidade, temperatura, pH…) e diferem das Bactérias por possuírem parede celular de composição distinta (algumas não possuem parede) e apresentarem organização gênica mais semelhante à dos seres eucariontes, sendo efetivamente mais proximamente relacionadas a eles do que com as bactérias. A maioria do que será visto aqui é referente às bactérias, pois são os principais representantes do Reino Monera.

As bactérias e arqueas são seres:

◦Unicelulares, que podem viver isolados ou em colônias.

◦PROCARIONTES, ou seja, não possuem compartimentos membranosos internos, como a membrana nuclear (CARIOTECA). Os outros 4 Reinos de seres vivos são de seres eucariontes.

◦OBS: Recentemente foram descobertos em bactérias, compartimentos membranosos semelhantes aos acidocalcissomos de eucariontes, cujas funções parecem estar relacionadas ao armazenamento de íons Ca+2, metabolismo energético e regulação do pH celular.

◦Autotróficos ou heterótrofos, aeróbios ou anaeróbios.

As células bacterianas medem aproximadamente 0,2 e 1,5 µm, e são constituídas de:

◦Um citoplasma, contendo ribossomos e o NUCLEÓIDE, o cromossomo bacteriano, que tem formato circular. Além desta molécula de DNA, há outras, também circulares, porém menores e acessórias, os PLASMÍDIOS, que geralmente contém genes que conferem resistência contra antibióticos e podem ser replicados e transferidos de uma célula a outra.

◦A membrana plasmática, que delimita o citoplasma, e assim como as das células eucarióticas é constituída de uma bicamada fosfolipídica contendo proteínas.

◦A PAREDE CELULAR, um envoltório rígido que determina a forma da célula bacteriana. É constituída de PEPTIDIOGLICANOS, polímeros de carboidratos interligados por proteínas. Algumas bactérias e Arqueas não possuem parede, e as paredes das Arqueas são constituídas de proteínas e polissacarídios, apesar de que algumas possuem peptidioglicanos, mas distintos dos das bactérias.

◦Podem apresentar um ou mais FLAGELOS, estruturas utilizadas para a locomoção, geralmente constituídas de um longo filamento que se estende a partir da superfície da célula, associado a um motor localizado na membrana e parede celular. Este motor pode girar até 15 mil vezes por minuto. (os flagelos bacterianos apresentam composição e funcionamento distintos dos flagelos de células eucarióticas).

◦Algumas bactérias secretam para o seu exterior uma cobertura gelatinosa, composta de proteínas e/ou polissacarídios, chamada CÁPSULA BACTERIANA. Esta estrutura dificulta a fagocitose das bactérias por parte das células fagocitárias do sistema imune (macrófagos e monócitos).

Algumas bactérias podem se apresentar na forma de ENDÓSPOROS, uma forma de resistência. Quando as condições ambientais são adversas, dá-se início a um processo em que a célula desidrata, duplica seu cromossomo e forma uma parede espessa ao redor de um dos cromossomos. Esta estrutura não apresenta metabolismo, mas pode ser reativada quando as condições ambientais voltam a ser favoráveis.

No que diz respeito à parede celular, as bactérias podem ser classificadas em dois grupos de acordo com o método de coloração de Gram. Este método consiste em submeter as bactérias a um tratamento com dois corantes, um violeta e um rosa, e após o tratamento pode se identificar dois tipos distintos de bactérias:

◦Gram positivas: Apresentarão coloração violeta. Possuem uma parede celular espessa. (Membrana plasmática – Parede celular).

◦Gram negativas: Apresentarão coloração rosa (ou vermelha), pois não retém o corante violeta. Possuem uma parede celular mais fina, recoberta por outra membrana. (Membrana plasmática – Parede celular – Membrana externa).

No que diz respeito à forma, podem ser:

◦Unicelulares:

◦Cocos: Formato esférico.

◦Bacilo: Formato de bastonete.

◦Vibrião: formato de vírgula.

◦Espirilo: Formato espiralado.

◦Colônias:

◦Diplococos, estreptococos, sarcinas (cubo) e estafilococos (cacho).

◦Diplobacilos e estreptobacilos.

NUTRIÇÃO

Basicamente, as bactérias podem ser heterótrofas ou autótrofas, sendo que a maioria é heterótrofa:

◦As AUTÓTROFAS são as que produzem as substâncias que lhes servem de alimento.

◦Fotossintetizantes: Utilizam a luz como fonte de energia para produzir seu alimento. 6CO2 + 12 H2O -(luz e clorofila)> C6H12O6 + 6O2 + 6H2O

◦Quimiossintetizantes:Utilizam reações inorgânicas exotérmicas de oxidação-redução como fonte de energia para produzir seu alimento. Exemplos, as bactérias nitrificantes:

◦Nitrosomonas: 2NH3 +3O2 > 2NO2- + 2H2O + 2H+ + Energia!

◦Nitrobacter: 2NO2- + O2 > 2NO3- + Energia!

◦As HETERÓTROFAS, ao contrário das autótrofas, não conseguem produzir as substâncias que utilizariam como alimento, sendo assim, têm de adquirir estas substâncias através da alimentação.

◦Respiradoras: Executam o processo de respiração celular, no qual uma molécula orgânica é degradada a compostos inorgânicos, liberando energia.

◦Aeróbicas: Degradam substâncias orgânicas com a participação de O2 (aceptor de H+ liberados pela oxidação da molécula orgânica).

◦Anaeróbicas: Degradam substâncias orgânicas com a utilização de substâncias inorgânicas, no lugar do O2.




◦Facultativas: Podem obter energia tanto via respiração (com O2) quanto via fermentação (sem O2).

◦Obrigatórias: Não toleram a presença do O2. Exemplo: Clostridium tetani, a bactéria do tétano (rinse com H2O2).


◦Fermentadoras: Realizam o processo de fermentação, em que moléculas orgânicas ricas em energia são degradadas de forma incompleta, gerando menos energia: Glicose > 2 Ácido pirúvico + Produto específico (álcool, ácido láctico, ácido acético…) + Energia! Notar que o O2 não faz parte da reação.

*Dentre as bactérias heterótrofas temos ainda outras denominações:

◦As SAPROFÁGICAS: Obtêm seu alimento a partir da matéria orgânica morta, como cadáveres. Sendo assim, atuam como DECOMPOSITORAS, reciclando a matéria orgânica complexa, ao transformá-la em matéria orgânica simples, que pode ser utilizada por outros seres vivos.

◦As PARASITAS: Obtêm seu alimento instalando-se nos organismos ainda vivos, podendo causar doenças.

REPRODUÇÃO

As bactérias reproduzem-se de forma assexuada por DIVISÃO BINÁRIA, processo em que uma célula duplica seu DNA, e divide-se em duas (idênticas).

Apesar das bactérias não apresentarem reprodução sexuada, podem adquirir seqüências de DNA, contendo genes, de outras bactérias, processo denominado RECOMBINAÇÃO GÊNICA. Pode se dar de três formas básicas:

◦TRANSFORMAÇÃO: Absorção de moléculas de DNA dispersas no ambiente, provenientes de bactérias mortas.

◦TRANSDUÇÃO: Transferência de seqüências de DNA de uma bactéria para outra, a partir de um bacteriófago. Neste caso, a montagem do bacteriófago ocorreu de forma errônea, e ao invés de seu capsídio conter o material genético viral, na verdade contém uma seqüência do DNA da bactéria que ele havia infectado. Ao infectar outra bactéria, injeta este DNA, que pode se incorporar ao cromossomo da bactéria que está sendo invadida agora.

◦CONJUGAÇÃO: Transferência direta de DNA entre duas bactérias através de um tubo protéico chamado PILI.

AS BACTÉRIAS E O CICLO BIOGEOQUÍMICO DO NITROGÊNIO

Para que possa ser absorvido pelos seres vivos, o elemento N, na forma de gás nitrogênio, N2 é inicialmente absorvido pelas BACTÉRIAS FIXADORAS DE NITROGÊNIO. Elas converterão o N2 em amônia, NH3, que por sua vez, pode ser absorvido por algumas plantas. Outras bactérias, as chamadas BACTÉRIAS NITRIFICANTES, transformam o NH3 (ou NH4+) em Nitrato, NO3-. Sendo que os nitratos são as substâncias contendo nitrogênio mais facilmente absorvidas pelas plantas. Isto se dá em duas etapas:

◦Bactérias do gênero Nitrosomonas convertem a amônia ou o amônio em nitrito: 2NH3 +3O2 > 2NO2- + 2H2O + 2H+ + Energia!

◦Bactérias do gênero Nitrobacter convertem o nitrito em nitrato: 2NO2- + O2 > 2NO3- + Energia!

As bactérias fixadoras do gênero Rhizobium são capazes de infectar as raízes das plantas leguminosas, e viver de forma simbiótica com elas ao formar NÓDULOS (tumores). A bactéria absorve o N2, e compartilha com a planta as substâncias nitrogenadas que produz, ao passo que a planta fornece outras substâncias orgânicas às bactérias. Como estas plantas se tornam muito eficientes no processo de fixação de nitrogênio, ao morrerem, acabam fertilizando o solo, pois liberam o nitrogênio na forma de amônia.

Além dos processos de fixação e nitrificação, outras bactérias são capazes de converter o NO3- em N2, devolvendo o elemento N para a atmosfera. Estas são as BACTÉRIAS DESNITRIFICANTES e o processo pelo qual fazem isso é chamado DESNITRIFICAÇÃO.

BACTÉRIAS E BIOTECNOLOGIA

As bactérias têm sido intensamente utilizadas nos processos de EXPRESSÃO DE GENES HETERÓLOGOS, ou seja, inserir no genoma bacteriano genes de outros tipos de seres vivos, como o gene da insulina humana, para que elas possam produzi-los com fins comerciais. Basicamente, este processo é feito com o uso das chamadas ENZIMAS DE RESTRIÇÃO, que são enzimas produzidas pelas bactérias cujo intuito é cortar, em pontos específicos, o DNA de bacteriófagos que venham a infectá-las. Acontece que, pode se utilizar estas mesmas enzimas para se cortar qualquer molécula de DNA. Sendo assim, utiliza-se estas enzimas para se inserir genes de interesse (como o da insulina humana) em plasmídios bacterianos. Os plasmídios contendo os genes de interesse são então introduzidos nas bactérias e elas passam a produzir a proteína heteróloga.

As bactérias também podem ser utilizadas para se produzir plantas transgênicas. Isso é feito com o uso da bactéria Agrobacterium tumefaciens que apresenta o chamado PLASMÍDIO Ti, indutor de tumor. Esta bactéria tem a capacidade de inserir parte do plasmídio Ti no cromossomo das células das raízes de certas plantas e desta forma induzir a célula a se multiplicar, originando um tumor (daí o nome Ti). O número aumentado de células da planta produz as substâncias que a bactéria necessita. Pode se desenvolver plantas transgênicas ao infectar células vegetais com bactérias contendo um Ti modificado, em que se substitui os genes indutores de tumor por algum outro de interesse, como genes que confiram resistência contra herbicidas.

DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS

Em geral, as bactérias parasitas instalam-se em meio às células dos tecidos, onde podem causar dano ao destruir as células diretamente, ou produzirem substâncias tóxicas que terminam por causar danos a elas.

A prevenção e o tratamento geralmente se dão com o uso de vacinas e antibióticos. Os ANTIBIÓTICOS são substâncias produzidas por microrganismos, capazes de matar ou inibir a proliferação de outros microrganismos. Por exemplo, a penicilina é um antibiótico produzido pelos fungos do gênero Penicillium, e esta substância é capaz de impedir que a bactéria sintetize sua parede celular, então a bactéria lisa e morre.

FORMAS MAIS COMUNS DAS BACTERIAS


FONTE: http://setimocientista.blogspot.com/2010/03/formas-mais-comuns-encontradas-em.html